Domingo, Outubro 31, 2004

La História del Piloto

A animação de hoje foi sugerida por Carolina Piccinini. É uma sátira da popular animação do Mamute. Vale a pena conferir!

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Sábado, Outubro 30, 2004

Charge: feriadão e eleição

Esta charge foi feita por Fernandes e foi extraída do site Charge On-line

Sexta-feira, Outubro 29, 2004

Crônica: "As mentiras que os homens contam"

Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. "Então vou ter que inventar uma história para a professora", querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. "Está bem, fica em casa estudando!" E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos agüentava mais, que é outra coisa que mãe também adora. A primeira namorada. Mentíamos para preservar nosso orgulho, certo?
- Não, não, eu estava passando por acaso. Você acha que eu fico rondando a sua
casa o dia inteiro, é? Mas o que vocês pensariam se nós disséssemos: "Sim, sim, não posso ficar longe de você, penso em você o dia inteiro, aqueles telefonemas que você atende e ninguém fala, sou eu! Confesso, sou eu! Vamos nos casar! Eu sei que eu só tenho 12 anos e você tem 11, mas temos que nos casar! Senão eu morro. Senão eu morro!"? Vocês se assustariam, claro. A paixão nessa idade pode ser um sumidouro. Mentíamos para nos proteger do sumidouro. Outras namoradas. Outras mentiras.
- Eu só quero ver, juro. Não vou tocar. Vocês não queriam ser tocadas, mas ao mesmo tempo se decepcionariam se a gente nem tentasse. Nem desse a vocês a oportunidade de afastar a nossa mão, indignadas. Ou de descobrir como era ser tocada.
Namorar - pelo menos no meu tempo, a Renascença - era uma lenta conquista de territórios hostis, como a dos desbravadores do Novo Mundo. Avançávamos no desconhecido, centímetro a centímetro, mentira a mentira.
- Pode, mas só até aqui.
- Está bem. Não passo daí.
- Jura?
- Juro.
- Você passou! Você mentiu!
- Me distraí!
Dávamos a vocês todos os álibis, todas as oportunidades para dizer depois que tudo acontecera devido à nossa calhordice e não à vontade que vocês também sentiam. Não mentíamos para vocês, mentíamos por vocês. Os verdadeiros cavalheiros eram os que enganavam as mulheres. Os calhordas diziam, abjetamente, a verdade. Não faziam o que juravam que não iam fazer, transferindo toda a iniciativa a vocês. É ou não é? Mas isso tudo mudou, desgraçadamente bem quando eu deixei para trás as tentações do mundo e entrei para uma ordem (a dos monógamos). A revolução sexual, que um dia ainda vai ser comemorada como a Revolução Francesa, com a invenção da pílula anticoncepcional correspondendo à queda da Bastilha e o fim dos sutiãs ao fim da monarquia - e o termo sans culotte, claro, adquirindo novo significado - tornou o relaciona-mento entre homens e mulheres mais franco e desobrigou os homens de mentir para as mulheres para salvar a honra delas. Aliás, dizem que a coisa virou de tal maneira que hoje a mentira mais comum dita pelos homens é "Esta noite não, querida, estou com dor de cabeça". Não sei. Mas
continuamos mentindo a vocês para o bem de vocês. "Rmmwlmnswl" não significa que nós estamos fingindo dormir com medo de ir ver que barulho é aquele na sala. Significa que estamos fingindo dormir para que você vá ver com seus próprios olhos que não é nada e pare com esses temores ridículos, e se for mesmo ladrão nos avise a tempo de pular pela janela. "Fiquei fazendo companhia ao Almeidinha, coitado, ele ainda não se refez" significa que a nova gata do Almeidinha só saía com ele se ele conseguisse um par para a prima dela, e nós fazemos tudo por um amigo, mas não queremos estragar a ilusão de vocês de que a separação deixou o Almeidinha arrasado, como ele merecia."Está quase igual ao da mamãe" significa que não chega aos pés do que a mamãe fazia, ou então que está muito melhor, mas que o importante é vocês não se sentirem nem tão ressentidas que decidam atirar o doce na nossa cabeça e depois se arrependam, nem tão confiantes que parem de tentar ser iguais à mamãe, e no dia que a gente disser que está sentindo uma coisa estranha bem aqui, só para não ir trabalhar e ficar vendo o programa da Xuxa, vocês não digam "Comigo essa não pega" e nos botem para a rua.
Luis Fernando Veríssimo

Quinta-feira, Outubro 28, 2004

Crônica: No Restaurante

- Quero lasanha.
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada - lia-se na cara do pai. Relutante a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come o camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
- Quero lasanha.
O pai corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interogações apenas se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- O senhor providenciou a fritada?
- Já sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê um chinite, e para ela... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja para ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para a surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado - Sábado que vem, a gente repete... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer, mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu...
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.

Carlos Drummond de Andrade

Quarta-feira, Outubro 27, 2004

Charge: corrida presidencial

Esta charge foi feita por Adelino Paixão e foi extraída do site Charge On-line.

Terça-feira, Outubro 26, 2004

Crônica: "Grande Edgar"

Já deve ter acontecido com você.
— Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele esta ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
— Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos entre pessoas educadas. Você deveria ter vergonha. Passe bem. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem. Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
— Não me diga. Você é o... o...
"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
— Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa "não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!". É uma maneira simpática de você dizer que não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve a insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
— Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:
— Há quanto tempo!
Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.
— Então me diga quem sou.
Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, e falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:
— Pois é.
Ou:
— Bota tempo nisso.
Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como jabs verbais.
— Como cê tem passado?
— Bem, bem.
— Parece mentira.
— Puxa.
(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)
Ele esta falando:
— Pensei que você não fosse me reconhecer...
— O que é isso?!
— Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.
— E eu ia esquecer de você? Logo você?
— As pessoas mudam. Sei lá.
— Que idéia. (é o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)
— É incrível como a gente perde contato.
— É mesmo.
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
— Cê tem visto alguém da velha turma?
— Só o Pontes.
— Velho Pontes! (Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)
— Lembra do Croarê?
— Claro!
— Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.
— Velho Croarê. (Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)
— Rezende...
— Quem?
Não é ele. Pelo menos isto esta esclarecido.
— Não tinha um Rezende na turma?
— Não me lembro.
— Devo esta confundindo.
Silêncio. Você sente que esta prestes a ser desmascarado.
Ele fala:
— Sabe que a Ritinha casou?
— Não!
— Casou.
— Com quem?
— Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador . Você esta tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?)
— Claro que conheci! Velho Bituca...
— Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
— E não avisou nada?
— Bem...
— Não. Espera um pouquinho. Todas essas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, O Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?
— É que a gente perdeu contato e...
— Mas meu nome tá na lista meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.
— É...
— E você acha que eu ainda não vou reconhecer você. Vocês é que se esqueceram de mim.
— Desculpe, Edgar. É que...
— Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam. ( Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele esta na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!".)
— Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
— Certo, Edgar. E desculpe, hein?
— O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.
— Isso.
— Reunir a velha turma.
— Certo.
— E olha, quando falar com a Ritinha e o Manuca...
— Bituca.
— E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?
— Tchau, Edgar!
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo.

Luis Fernando Veríssimo

Segunda-feira, Outubro 25, 2004

Faces que falam

Domingo, Outubro 24, 2004

Charge: caindo de maduro

Esta charge foi feita pelo J.Bosco e foi extraída do site "Charge On-line"

Sábado, Outubro 23, 2004

A saga de um processador

A animação de hoje é muito interessante! Ela foi criada por um grupo de programadores que, de uma forma bem descontraída, tenta ensinar os fundamentos da informática. O projeto "Io's: a saga de um processador" é uma série de episódios em que os personagens são os próprios componentes de um computador. Vale a pena conferir!

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Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Uma "aula" de trânsito

A animação de hoje é uma "aula" de boas maneiras no trânsito. Ela foi sugerida por Flávio Almeida de Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Faça como ele! Envie suas charges, animações e artigos. Terei a satisfação em divulgar o seu trabalho. Um bom dia a todos!

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Quinta-feira, Outubro 21, 2004

Olimpíadas muito louca

Aí vai uma sugestão de um grande amigo. Valeu, Moisés! Esta animação é muito interessante. Bom dia a todos!

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Quarta-feira, Outubro 20, 2004

Charge: bolsa-família

Esta charge foi feita pelo Pelicano e foi extraída do site "Charge On-line"

Terça-feira, Outubro 19, 2004

Poema: O homem, as viagens

O homem, bicho da Terra tão pequeno
Chateia-se na Terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão.
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a Lua
Desce cauteloso na Lua
Pisa na Lua
Planta bandeirola na Lua
Experimenta a Lua
Civiliza a Lua
Coloniza a Lua
Humaniza a Lua.
Lua Humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte? Claro - diz o engenho Sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus
Vê o visto - e isto?
Idem
Idem
Idem

O homem funde a cuca se não for a Júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem Chega ao sol ou dá uma volta
Só para te ver?
Não vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(Estará equipado?)
A difícil, dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De conviver.
Carlos Drummond de Andrade

Segunda-feira, Outubro 18, 2004

Você escreve, ela fala...

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Domingo, Outubro 17, 2004

Charge: propostas presidenciais

Esta charge foi feita por Clauro e foi extraída do site Charge On-line.

Sábado, Outubro 16, 2004

Artigo: Terceira Idade

Há alguns anos, a mídia veiculou um lamentável acontecimento no qual centenas de idosos, pacientes de um asilo no Rio de Janeiro, morriam repentinamente por maus tratos. Esta triste notícia teve uma repercussão muito grande e abriu espaço para uma discussão acerca da valorização e do respeito às pessoas idosas.
O Brasil, segundo o último Censo, sofreu uma significativa transformação em sua pirâmide etária. O que antes era um país de jovens, hoje, graças ao aumento da expectativa de vida, se tornou um “país de cabelos brancos”. Diante deste dado surpreendente, vemos que, mais do que nunca, a questão do idoso deve ser tratada de uma forma especial pelos órgãos públicos e pela sociedade.
O transporte digno, a prioridade nas filas de banco e repartições, o desconto em estabelecimentos comerciais e eventos culturais, enfim, estas são apenas algumas iniciativas que o Governo já propôs e que, mesmo em vigor, não são respeitadas por uma parcela da sociedade. É preciso, portanto, que os direitos dos idosos sejam verdadeiramente atendidos e que novas políticas em benefício da terceira idade sejam planejadas.
Além da dimensão política, o idoso deve ser respeitado no seio da família. Muitas vezes, os maus tratos acontecem dentro dos lares e são praticados por filhos e netos. Diante disso, é fundamental o papel social da mídia na veiculação de denúncias de agressão doméstica.
Contrários ao desrespeito ao idoso, devemos assumir uma postura a favor da terceira idade. A denúncia e o cumprimento dos direitos dos idosos são as principais armas contra a repressão e em prol do bem-estar dos que já viveram muito e que merecem, no final da caminhada, respeito, atenção e carinho.

Ricardo Camões

Sexta-feira, Outubro 15, 2004

Dia do Professor

Hoje é dia do professor. Parabéns a todos os mestres do Brasil.

Quinta-feira, Outubro 14, 2004

Animação: história de um mamute

Hoje vi uma animação muito interessante. É a história de um mamute. Os criadores foram ao programa do Jô Soares na segunda-feira passada. Quem perdeu, perdeu...
O link para acessá-la segue abaixo.

http://planeta.terra.com.br/arte/nokiahits/backup/mamu.html

Quarta-feira, Outubro 13, 2004

Bush X Kerry

Quem ganhará as eleições nos EUA? Segundo o site www.BetaVote.com, se depender do resto do mundo, será John Kerry.
BetaVote é uma mega-enquete de opinião. Milhões de pessoas em todo o mundo já opinaram. Além da possibilidade de votar, o visitante pode ver a preferência dos "eleitores" em cada parte do mundo. É bem interessante.

Charge: Maluf encrencado

Esta charge foi feita pelo Solda e foi extraída do site "Charge On-line"

Terça-feira, Outubro 12, 2004

Charge: dia das crianças


Esta charge foi feita pelo Flávio e foi extraída do site "Charge On-line"

Uma homenagem a Fernando Sabino

Ontem perdemos um dos maiores cronistas da história da Literatura Brasileira. Fernando Sabino, filho de Domingos Sabino e de D. Odete Tavares Sabino, nasceu a 12 de outubro de 1923, Dia da Criança, em Belo Horizonte. Abaixo, segue uma das suas crônicas que, particularmente, considero uma das mais belas:

"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
Texto extraído do livro "A Companheira de Viagem", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1965, pág. 174.

Quinta-feira, Outubro 07, 2004

Arquivos temporários

Como o nome diz, arquivos temporários são criados por programas para uso temporário e normalmente são apagados após o uso. Mas, infelizmente não é isso o que ocorre. Por algum motivo - como, por exemplo, "congelamentos", programas mal escritos, micro desligado incorretamente ou o usuário ter abortado alguma operação - os arquivos temporários continuam existindo, ocupando inutilmente espaço no disco rígido do micro.
O 4Diskclean Freeware 1.1 é um software que apaga os arquivos temporários (.tmp) do seu HD. O link para download segue logo abaixo. Vale a pena baixar.

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

"Search Assistant" - parte II

Caros visitantes.
Há alguns meses, comentei neste blog a respeito de um spyware que invadiu o meu computador e que, infelizmente, até agora, não consegui tirá-lo. Na ocasião, aproveitei a oportunidade para pedir ajuda aos visitantes que, porventura, possam ter sido vítimas dessa praga. Recebi dezenas de e-mails de pessoas que estão passando pelo mesmo problema. O mais curioso é que, surpreendentemente, nenhum dos visitantes encontrou uma solução para esta problemática. Abaixo segue alguns trechos dos e-mails recebidos:

"Oi amigo vasculhando na net sobre o mesmo problema encontrei vc gostaria de saber se ja conseguiu resolver esse spyware por favor me ajude grato...."
Renato Riuz

"Li no seu blog que vc pegou o "Search Assistence" e infelizmente eu tb o peguei na minha máquina, não só ele como tb o "Home Search", esse home search ainda consegue encher o saco. Vc conseguiu remover o spy? Se conseguiu eu gostaria de saber como foi. Preciso removê-lo daqui."
Michael Alves

"Oi! Ricardo meu nome e Jeferson e estou com o mesmo problema, gostaria de saber se você já solucionou pois já fiz de tudo p/ retirar esta barra de busca e não consegui. Se for possível me ajudar eu lhe serei muito grato."
Jeferson.

Meus caros, a luta continua. Se alguém conseguir encontrar o antídoto contra este spyware, por favor, entre em contato comigo através do e-mail ricardo_camoes@yahoo.com.br. Terei a satisfação em poder ajudar a desvendar este insondável enigma. Eheheh! Até a próxima postagem...